Sharknado (2013) - Tubarões voadores e a morte da física
- Nicole Micheletti
- 30 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Gabrille Silveira

Existem filmes que desafiam a nossa imaginação e nos fazem ir além do possível. Sharknado, lançado em 2013, ultrapassa todos os limites da imaginação e vai além: nos faz questionar como um roteirista achou de bom senso ter a coragem de pedir verba para produzir uma obra como essa, como os atores toparam participar de uma produção tão ruim que envolve tubarões dentro de um tornado e nos faz questionar até nossas escolhas ao gastar tempo de vida assistindo à produção.
No primeiro filme da sequência, que por sinal é inacreditável o fato de existirem mais produções como essa, uma tempestade atinge a costa da Califórnia e, junto a ela, tubarões voadores que foram sugados diretamente dos oceanos passam a atacar a cidade de Los Angeles em meio ao tornado. Fin Shepard, protagonizado por Ian Ziering, é ex-surfista e dono de um bar. A produção gira em torno do caos instalado na cidade e Fin tentando sobreviver e salvar sua ex-esposa e seus filhos das chuvas e cenários imprevisíveis que os tubarões se encontram. Ao longo do filme, o protagonista enfrenta enchentes e ataques humanamente impossíveis de tubarões que desafiam a física e qualquer lógica existente.
A obra cinematográfica, se é que pode ser chamada de “obra” em um bom sentido, tem todos os furos que uma péssima produção pode ter. Roteiro questionável, efeitos especiais completamente falsos e malfeitos, atuações questionáveis e muito mais. Além de um péssimo roteiro, como pode ser comprovado no filme, os atores tentando transmitir sérias emoções em meio a tubarões voadores e uma motosserra (cena clássica do filme) é uma experiência cômica, daquelas que nos deixa com vergonha alheia de assistir.
Consequentemente, o plot-twist mais improvável aconteceu: o filme Sharknado se tornou um fenômeno na internet, com diversos memes e questionamentos dos internautas à respeito da mente fértil do roteirista Thunder Levin. Talvez a criatividade para roteirizar uma produção tão peculiar tenha vindo de seu próprio nome (trocadilho com thunder, “trovão” em inglês) ou tenha abraçado a ideia de fazer uma produção tão ruim que chegaria a ser boa, de certa forma. De todo modo, Sharknado foi tão aclamado por ser tamanho desagradável que ganhou uma sequência com mais 5 filmes. Além disso, a produtora “The Asylum” anunciou dia 15 de novembro deste ano que o sétimo filme da franquia chegará aos cinemas em um futuro não tão distante.
Por fim, Sharknado ganhou seu sucesso devido ao caos. Se tornou um fenômeno social: de tão ruim, chega a ser memorável, daqueles tipos de conteúdo que vemos uma vez e nunca mais esqueceremos. Não se trata de um filme, se trata de uma experiência que fisga o público não pela qualidade, mas sim pela curiosidade de ver até onde o desastre pode ir.
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